domingo, 28 de abril de 2013
Ao te dar acesso
Ao te dar acesso
Em tantas ilusões deixei me conduzir
Sempre acreditando que feliz seria
Não medi os lugares para onde ir
Em todas eles haviam falsas alegrias.
Não preenchia o vazio que existia
Era uma busca sem encontrar a paz
Era uma felicidade passageira que havia
E mergulhava em tristeza ainda mais.
Até que alguém me falou de você
Depois de muito relutar te procurei
Porque, até então, a paz não encontrei.
Quando abri o coração e te dei acesso
Para fazer de mim toda sua vontade
Pude encontrar a felicidade de verdade.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
Amai-vos uns aos outros
Amai-vos uns aos outros
João 13,31-33a.34-35 Depois que
Judas saiu, Jesus disse: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi
glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, Deus também o glorificará em si
mesmo, e o glorificará logo. Filhinhos, por pouco tempo eu ainda estou
convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos
amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto conhecerão todos
que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”.
Uma passagem evangélica curta,
simples e tão profunda, onde consiste toda a teologia, ou seja, o amor para com
Deus, revelado no amor entre os irmãos. Esta é a verdade que liberta, que cura
e nos transforma, porém que encontra empecilho na nossa humanidade que é egoísta,
vaidosa e orgulhosa não conseguindo reconhecer Deus nas pessoas.
Jesus, não veio abolir as
escrituras, não veio desfazer o que estava escrito, veio, fazer uma nova interpretação principalmente no que tange ao amor entre os irmãos, pois, ele
disse: eis que eu vos dou um novo mandamento, amai-vos uns aos outros como eu
vos amei. No entanto, amar uns aos outros está nos mandamentos das Tabuas da
Lei entregue a Moises. Portanto, Jesus veio dar luz a estes mandamentos.
A maioria do sofrimento humano
está relacionada à falta de amor, basta olharmos a realidade e veremos que a
ganancia de uns, a indiferença de outros geram a miséria, geram a violência;
geram mortes; geram grupos separatistas; geram os preconceitos. Geram as
doenças. Enfim, todas as mazelas, a pobreza, a fome, as guerras estão
relacionados à falta de amor entre os irmãos e, é isto que Jesus vem nos dizer
nestas palavras “amai-vos uns aos outros”.
As nossas revoltas em relação ao
que vemos ao nosso redor, seja no campo, políticos, social, econômico devem
provocar em nós uma profunda reflexão. Será que eu estou cumprindo este novo
mandamento? Será que estou amando os meus irmãos ao ponto de transformar o meu
redor, a minha casa? Amor gera amor, indiferença gera indiferença, ódio gera
ódio. Ou seja, tudo que não é gerado do amor, não produz bons frutos.
Será que amo todos
indistintamente ou amo apenas aquele que me ama ou me considera? Enfim, amar
não tem limites e é esponsal. Jesus, não só falou, mas com suas atitudes
testemunhou o que é o amor aos irmãos e um deste testemunho foi pedir ao Pai “Perdoa-os
porque não sabem o que fazem”. Ou seja, ele nos amou até o fim.
Que estas palavras de Jesus: “amai-vos
uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos
outros.” possa nortear nossa vida ao ponto de deixamos de olhar nossos irmãos de
dentro para fora e olhar para dentro de nós se amamos de fato o irmão ao invés de
atirarmos pedras.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Devemos ser o Amor
Devemos ser o Amor
Todos são amados por Deus independente tudo. Um Pai jamais rejeita um filho, este é principio básico do amor. Deus Filho (Jesus), não veio punir ninguém e nem fazer justiça, pelo contrario, ele veio pregar o amor e ser luz para o mundo. Veio dissipar as trevas e nos revelar o Reino dos Céus que se inicia aqui, porque, Deus caminha conosco; Deus Conosco (Emanuel).
O amor não tem regras e nem limites, portanto, o amor é incondicional e esponsal, no entanto, há certos preceitos que norteia a vida, até mesmo, para que o homem possa ter vida e vida em abundancia.
Pois bem, Deus me ama da mesma maneira que ama a todos, assim sendo, minha ofensa ao outro é sentida também no coração de Deus. Deus me ama e a cada vez que me machuco Ele também sente a minha dor. Ou seja, a minha felicidade é a felicidade de Deus e o respeito que tenho pelo meu semelhante, também agrada o coração Dele, neste sentido, precisamos viver numa harmonia perfeita entre o eu no meu todo e as pessoas.
No entanto, nós não temos a total compreensão do que é ser feliz, do que é estar bem, pois, muitas vezes, o nosso estar bem hoje, o resultado é estarmos mal amanhã. Ou seja, o buscar da felicidade sem consequencia pode significar um prejuízo imenso para a minha felicidade amanhã. Portanto, precisamos ser consciente de que, embora, devamos buscar a felicidade no presente, há determinadas buscas que são apenas prazeres momentâneos que geram a infelicidade. Sendo assim, devemos renunciar de certas buscas, ainda mais, aquelas que a minha felicidade, o meu prazer pode estar envolvida na infelicidade ou mesmo na destruição do meu semelhante.
A nossa subjetividade, as nossas vontades e nossos pensamentos, embora, sejam livres e temos total liberdade de manifesta-las, muitas vezes, necessita de uma reflexão, até que ponto ela não fere o direito ou interfere no outro. Talvez, seja esta grande proposta de Jesus em ser luz para nós. Porque nós seres humanos, não temos um limite do que é certo ou errado, do que posso fazer ou não, no sentido de afetar a mim mesmo e ao outro. Ou seja, a nossa liberdade, muitas vezes, nos atira nas trevas como também conduzimos outros nelas. Portanto, precisamos desta luz de Cristo, pois, ele (Jesus) certamente, nos mostrará o caminho, a verdade e a vida.
Deus não precisa de honrarias e nem busca isto, mas sim, que o seu amor seja compreendido entre os povos, especialmente, ilumine o coração e a mente de cada um de nós, pois foi este o objetivo ao criar o homem e a mulher. Enfim, ser a imagem e semelhança de Deus, é também sermos o Amor, como Deus o é.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
sábado, 30 de março de 2013
Sexta -feira e Sábado Santo
Sexta-feira e Sábado Santo
Estava assistindo uma pregação sobre a Sexta-feira Santa, onde a igreja celebra a morte de Jesus na Cruz. Na liturgia das quinze horas no evangelho é lido a Paixão e morte de Jesus. É refletida toda a história do sofrimento e morte daquele que veio ser o salvador da humanidade. Uma reflexão bonita, dolorosa e de exortação que me chamou atenção inspirando esta mensagem que também serve para refletida no Sábado Santo.
Jesus não está morto, aleluia, ele vive entre nós, mas, isto não deve ser motivo para que ao transportarmos no tempo e viver a sua morte não tenhamos os sentimentos daquele momento que foi o mais doloroso de Jesus e o mais cruel da humanidade. Mas, para refletir esta dor, este fato histórico, gostaria de fazer uma reflexão de como é o sentimento de alguém que perde um ente amado.
Como reagimos sentimentalmente quando perdemos um ente querido? Quando perdemos um pai, uma mãe, um irmão ou filhos? Ou mesmo quando perdemos um amigo o qual gostamos muito? Certamente, nossos sentimentos são de tristeza, choro. Muitas vezes, diante de um ente amado no caixão perdemos o apetite; nosso semblante se fecha e ficamos ali com aquela dor indescritível diante aquela pessoa no caixão. Nenhuma palavra, naquele momento atenua aquela dor que transpassa nosso coração. Ainda que muitas palavras de confortos, de consolos nos são dadas, naquela hora nada pode amenizar a dor daquele instante vivido, porque ficamos atônitos diante a perda e nosso sentimento é só de dor e tristeza.
O tempo passa, a vida vai-se seguindo e também a nossa dor vai se curando aos poucos. No entanto, a saudade continua e sempre ao lembrarmos deste ente que se foi, principalmente, em datas comemorativas entristecemos, porém, aprendemos a conviver com a ausência daquele que se foi na certeza que ele vive.
Pois bem, voltando a morte de Jesus e a Sexta Santa; qual é nosso sentimento diante a morte de Jesus? Será que ao reviver toda esta dor vivida por ele temos o mesmo sentimento de quando perdemos um ente amado? Será que conseguimos introduzir em nós esta perda, ou melhor, conseguimos sentir em nós este sentimento de profunda tristeza pela morte de alguém que não é nossos pais, não é nosso irmão ou nosso filho? Mas, que é mais importante que todos eles juntos? Pois, é o sofrimento e a morte do Verbo que se encarnou entre nós. Ou simplesmente, vivemos esta Sexta Santa como qualquer outro dia, pois não foi ninguém da nossa família que morreu. Para que chorar ou respeitar ou se introduzir no sentimento de uma morte já que Jesus vive?
Para sermos verdadeiros cristãos precisamos ser envolvidos no Mistério da Paixão de Cristo. Precisamos mergulhar dos sentimentos de Cristo. A Semana Santa, não é uma semana de fazer melhoria há um acontecimento ocorrido a 2 mil anos atrás, mas para envolver-se neste acontecimento, voltarmos para Deus. Este é o verdadeiro sentido da Semana Santa. A Páscoa só pode ser vivida após viver a paixão de Jesus. A Sexta-feira Santa não é um dia de festa, de alegria, de cantos, de comemoração, mas é um dia de profundo silêncio, profunda dor e interiorização, pois, neste dia, não estamos celebrando a Páscoa, a vitória da vida sobre a morte, mas, vivendo um dia de dor, de sofrimento, pois, morreu o salvador do mundo. Neste dia, o salvador do mundo está passando pelo terrível sofrimento da morte. O terrível sofrimento das injurias, porém, todo sofrimento foi para eu e você tenha vida e vida na plenitude. Por, isto, mas um motivo de profunda interiorização. A Sexta-feira Santa é o dia de abraçarmos Maria e consola-la como o discípulo amado o fez.. Um dia de chorar abraçado com Maria.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
sexta-feira, 15 de março de 2013
Papa Francisco
Papa Francisco
Parece que o mundo católico e também a sociedade de
um modo geral estão muito felizes com a
escolha do novo papa Jorge Mario Bergoglio agora Francisco.
Segundo a
biografia do papa Francisco, é de uma pessoa simples, que leva uma vida de
humildade, dispensando os privilégios que tem direito pela posição de pastor
que ocupa, sempre estando no meio do povo. O papa Francisco, pertence a ordem
dos jesuítas que possui à pobreza como votos perpetuo e extrema obediência ao
bispo de Roma (Papa). Também possui extremo carisma de ser uma pessoa
brincalhona, alegre e humilde em seu cotidiano longe das pompas, porém, um
sacerdote extremamente zeloso para com o evangelho. Consciente da proposta de
Jesus e da igreja enquanto, instituição profética e guardiã da Boa Nova.
A escolha do agora papa Jorge Mario Bergoglio por Francisco é uma homenagem a São Francisco de Assis, cujo santo é o grande
responsável pela reforma da igreja católica pelo seu jeito humilde e simples de
viver. Santo que deu um novo rosto à igreja e é inspiração de inúmeras ordens
religiosas que seguem seu carisma, principalmente no que se refere aos votos de
pobreza.
São Francisco,
embora, abdicando de todas sua riqueza e preferindo aos pobres como opção,
jamais abriu mão do evangelho, sendo fiel integralmente, inclusive na
radicalidade da pobreza. Assim, também o atual papa Francisco inicia seu papado
com esta proposta, ou seja, um homem humilde e no meio do povo, preocupado com
as causas sociais, porém, consciente de sua missão e do papel da Igreja, não
como uma instituição de caridade ou filantrópica, mas de amor ao evangelho e a
doutrina cristã, sem abdicar dos princípios cristãos que é defender a vida em
todas as suas circunstancias deste a sua concepção até o direito de Deus tirar
a vida, sem a prática da eutanásia.
No entanto,
embora, conservador nos dogmas da igreja católica, pela sua apresentação ao
mundo como novo papa, acenou sendo ser um homem do dialogo inter-religioso
aberto às todas as religiões. Algo também que me chamou atenção é que é um papa
mariano, ou seja, grande devoto de Maria Santíssima, isto é um motivo de
alegria, pois, terá Maria do lado e a invocará sempre para lhe dando forças e
aconchego nos momentos de suas dificuldades.
Enfim, todos nós católicos estamos felizes pela
escolha, isto demonstra que a igreja católica é guiada pelo Espírito Santo e
que as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela. Tivemos o papa João
Paulo II, um papa que teve seu grande papel na igreja e na história mundial, em
um momento crucial que vivia a sociedade, com seu carisma, sua peregrinação,
proporcionou uma revolução de amor no mundo e conquistou corações de lideres
mundiais católicos e não católicos. Após sua morte Deus, nos proporcionou o
papa Bento VI que com seu jeito carismático e firme, enfrentar vários desafios
e um dos maiores foi suprir a carência deixada pela morte de João Paulo II e
manter o rumo da Igreja que enfrentou muitos desafios internos e quando sentiu
sua missão terminada, abriu mão do Poder, num ato de coragem e humildade
renunciando seu ministério e então, Deus nos envia um novo papa que possui o
carisma de são Francisco de Assis e de João Paulo II juntamente com a firmeza
do papa Bento XVI.
Ataíde Lemos
Escritor & poeta
domingo, 3 de março de 2013
Parábola da Figueira
Parábola da Figueira
O evangelho,
segundo Lc.cap. 13,1-9 onde narra a Parábola da Figueira, Jesus nos faz um
apelo à conversão e nos revela que o Pai é misericordioso e está disposto a nos
perdoar e aceitar nossa mudança.
Jesus inicia o
evangelho dizendo que todo o sofrimento humano não é castigo de Deus, embora,
muitas vezes, nós cometemos o erro de julgar as pessoas, atribuindo a Ele,
quando as pessoas passam por determinados sofrimentos.
A vida nos
devolve tudo que damos a ela, portanto, colhemos coisas boas ou sofrimentos,
sendo assim, Deus não tem necessidade de nos castigarmos e nunca faria isto,
pois, a vida já encarrega faze-lo, pelo contraio, Deus é aquele que nos oferece
o seu amor, o seu amparo para que consigamos superarmos os sofrimentos e a
partir dele, também mudarmos a direção de nossa vida e assim, colhermos bons
frutos durante a nossa existência.
Deus é amor, e
o amor jamais provoca o mal, ainda que este mal, possa vir com uma reflexão
para mudança de vida. Ou seja, um fato negativo que nos provoca o sofrimento,
pode servir para que possamos crescer a partir nós mesmos e sermos melhores.
Quando a
Palavra diz: o homem estava nas trevas e luz (Jesus) veio para ilumina-lo,
significa, que o homem estava perdidos em sofrimentos sem uma saída, sem uma
luz que o iluminasse e por isto, o sofrimento o consumia, matando-lhe esperança, pois lhe faltava uma luz tanto
para aquecer o seu coração como para lhe proporcionar enxergar a esperança.
Hoje da mesma
maneira, o homem, pode através de muitas situações se mergulhar nas trevas,
como no passado, portanto, não está isento do sofrimento como antes, porém,
existe uma luz que pode iluminá-lo, apontando o caminho que desfaz as trevas e
retornando novamente a felicidade e a paz interior.
Quando Jesus
narra a Parábola da Figueira, o centro da parábola não é a exterminação da
figueira que não dá frutos, este não é o cerne da parábola, mas, o filho do
Homem que está pronto nos restaurar, dando-nos a oportunidade de produzir
frutos. A Palavra de Deus, tem autoridade na boca de Jesus que está disposto a
nos dar sempre uma nova chance, pedindo ao Pai que nunca desista de nós. Ele
torna-se o nosso procurador e responsável em zelar para possamos encontrar o
sentido da vida e assim, fazer dela uma seara tanto para nós mesmos como para
todos que estão a nossa volta.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
A igreja e os crimes de pedofilia de seus pastores
A igreja e
os crimes de pedofilia de seus pastores
Tenho por vocação ser advogado do diabo, ou seja,
sempre olhar por um ângulo um determinado assunto, que vai contra o pensamento
da maioria.
Hoje gostaria
de abordar a atitude da igreja em relação ao crime de pedofilia de seus
pastores. Antes de entrar no tema propriamente dito, quero exemplificar fazendo
uma reflexão de como os pais reagem diante os erros dos filhos.
Quando um
filho comete um erro ou um crime, a primeira atitude dos pais é ouvirem a versão
de seu filho. No primeiro momento, o pai não condena o filho, pelo contrário,
dá apoio, mas deseja que a verdade venha à tona e assim, a partir dos fatos
elucidados contra a versão do filho, o pai toma uma posição de aceitar a
condenação, mas não deixa de amá-lo.
Pois bem, a
igreja é uma entidade espiritual, cujo seu objetivo principal é anunciar o amor
de Deus aos homens e fomentar o amor, o perdão entre irmãos e jamais fazer
pré-julgamento. Portanto, o exemplo primeiro da igreja deve ser praticar o que
ela anuncia. Como então, a partir de um fato, sem esclarecimento ainda, a
igreja vai abandonar um filho no sacerdócio que supostamente cometeu um crime?
Que exemplo, ela estaria dando, ao ser noticiado de primeira mão um crime de um
de seus membros ela já excluir e condena-lo sem as devidas provas? Se ela agir
desta maneira, certamente, está indo contra sua própria missão que é o anuncio,
o amor.
Quando um de
seus membros é indiciado por algum tipo de crime a primeira ação da igreja e
afasta-lo do ministério e dar a ele todo apoio espiritual, mas também que a
justiça cumpra seu papel e caso de fato ele seja culpado a igreja toma a
posição quanto às penalidades cabíveis a ela.
Qual seria a
atitude de Jesus diante a denuncia de um de seus discípulos? Agiria
preconceituosamente, expulsando-o para
agradar a mídia? Ou para agradar as pessoas? Ou afastaria este discípulo
do seu ministério até que a apuração fosse completada?
Enfim, a
igreja não é conivente com os erros de seus membros, não é morosa nas suas
atitudes, apenas é sabia para não cometer injustiça. Ela não quer cometer
injustiça com nenhum de suas ovelhas e também com nenhum seus membros (clero e
bispos, cardeais, etc). Ela não prejulga. Ela age como um pai agiria diante um
erro de seu filho. Muitas vezes, é este amor que não é entendido por aqueles
que não compreendem o verdadeiro sentido do amor.
Ninguém deve
ser a favor, ser conivente com o erro, com o crime. Pessoas que cometem crimes
devem pagar por eles e através das penalidades aprenderem e não mais voltarem a
comete-los, porém, como o próprio Jesus nos ensinou, Deus detesta o pecado, mas
ama o pecador. Da mesma forma que nós, desejamos que nossos filhos paguem pelos
seus erros, porém, jamais deixamos de amá-los mesmo errando.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Deus e nós
Deus
e nós
Às vezes, temos uma ideia errônea
de quem é Deus e qual o nosso papel no mundo. Focalizamos a nossa vida apenas
com o olhar para a eternidade focada em preceitos espirituais como se viver
este mundo é apenas focalizar no que Deus quer, o que Deus não quer; o que
pode, o que não pode fazer para agradar a Deus ou para não ser condenado por
Ele.
Dizemos que Deus nos dá o livre
arbítrio, mas por outro lado, acreditamos que governa a nossa vida passo a
passo e nos vigiando o tempo todo. Enfim, criamos uma idéia que não podemos
viver nossa vida na plenitude dela. Então, este tipo de pensamento nos leva a
tornar-se prisioneiro perdendo o nosso livre arbítrio.
Pois bem, em que se resumem os
mandamentos da lei de Deus? 1º) Amar a Deus sobre todas as coisas e 2º) Amar o
seu próximo como a si mesmo. Ou seja, colocar Deus no lugar de Deus, o criador
de todas as coisas e o qual nossa existência somente há pelo seu amor, neste
sentido coloca-lo em seu lugar e amá-lo e depois amar nosso irmão como amamos a
nós mesmos, respeitando, valorizando, etc.
É somente isto que Deus quer de
nós e é desta forma que devemos viver para que tenhamos uma vida bem vivida e
quando formos embora, recebermos pela graça e misericórdia a eternidade junto
Dele.
Para que possamos viver uma
vida plena e de fato sejamos felizes tendo paz são fundamentais estes 2
mandamentos. Isto é, estar em sintonia com Deus e em sintonia com o amor aos
irmãos. Para estarmos em sintonia com Deus, devemos sempre ter nossos momentos
com ele, por meio da oração, do contato espiritual e para estarmos bem com os
irmãos é fundamental que trabalhamos em nossos defeitos como o egoísmo, o
orgulho, a vaidade e passamos a gostar de nossos irmãos da mesma forma que
gostamos de nós.
Quase todo sofrimento humano
está relacionado à falta de amor a Deus e ao irmão. A violência, muitas
tragédias estão relacionados ao egoísmo, o desrespeito, a busca das riquezas
materiais, a busca do prazer, do poder e do ter desenfreado, ou seja, sempre
está relacionado a falta de amor ao irmão e conseqüentemente a Deus. Pois, quem
diz que ama Deus e não ama seu irmão é mentiroso, a Palavra nos diz isto.
Deus não nos quer prisioneiros
Dele, não nos quer que sejamos governados por Ele, a ponto de não vivermos a
nossa vida, de não termos o livre arbítrio, pelo contrário, Ele quer que
vivamos uma vida em abundancia de alegria, de superação das dificuldades e dos
sofrimentos e, nossa vida Nele, é uma forma de podermos encontrar a verdadeira
paz.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Jesus doutro dos doutores
Jesus doutor dos doutores
Jesus em sua vida terrena, foi um grande filosofo, sociólogo, antropólogo, menos político partidário. Foi um mestre, grande sábio. Um doutor em teologia. Enfim, um doutor dos doutores. Um homem que suas palavras possuíam autoridade pela sua prática. Um homem que tudo que falou era inteligível e acessível para sua época, a nossa e para as gerações futuras.
Para admira-lo e ver esta inteligência e sabedoria que possuía, basta lemos suas palavras que vem sempre cercadas de frases de efeitos. Se estudar Jesus com profundidade, chega-se a conclusão que este homem, não era um homem comum e mais que um gênio com Einstein, por exemplo. Ele era um homem de um outro mundo, um enviado. Suas palavras e suas ações, seus milagres foram presenciadas por multidões, inclusive, por críticos, por doutores da Lei, por incrédulos. Todas suas profecias se cumpriram e se cumprem ainda que nós não aceitamos por questões de princípios de solidariedade e de amor pelo próximo.
Embora, seja dolorido aceitar suas profecias, quando elas vêm em forma de tragédias, de sofrimentos, porém, se elas se cumprem é pelo erro e falha do homem, e não pela imposição de Deus, porque Jesus veio dar vida e não morte. Para nós, certas tragédias podem ser fatalidade, mas quando analisamos com profundidade estas tragédias sempre vem acompanhado por ganância, por indiferença, pela sede do poder, pela falta de amor. enfim, sempre por um lado negativo do homem.
Jesus diz em certa passagem que nunca fez nada as escondidas, tudo que falou e realizou foi à luz do dia. Portanto, seu tempo chegou, somente quando já estava completada a missão, pois, tudo que ele fez foram motivos para que o matassem muito antes da sua paixão.
Em suma, Jesus foi é um fenômeno cujo seus ensinamentos perduram pelos tempos sem fim. É Deus para os cristãos, mestre para todas as demais religiões. Não há uma religião (com raríssima exceção) que não o tem como mestre e que não use algum de seus ensinamentos.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
A Palavra de Deus
À medida que ocorre a evolução do tempo, não é a
mensagem evangélica que deve mudar, mas, o entendimento do homem que precisa compreender
as palavras de Jesus.
Ataíde Lemos
Escritor&Poeta
Papa João Paulo II e Bento XVI
Papa João
Paulo II e Bento XVI
As pessoas são diferentes, pensam diferentes e agem
diferentemente; hoje Deus mais uma vez nos dá este exemplo com a renuncia do
Papa Bento XVI. Que com sua capacidade intelectual e mental em perfeita saúde, mas com um estado físico cansado
renuncia seu pontificado. Já João Paulo II, quando estava totalmente debilitado
fisicamente ao ser questionado sobre
possibilidade de renuncia disse; “Enquanto suas faculdades mentais estivessem em
perfeitas condições de saúde manteria seu pontificado”. No fim, ele se foi sem
renunciar.
Os dois
pontífices deixam uma grande lição para humanidade, João Paulo II vai até seu
ultimo respiro dirigindo a igreja, num sacrifício em nome de Cristo, foram
alguns anos que martírio e Bento XVI deixa a lição que as pessoas não devem ser
apegados ao Poder, ou seja, quando percebe que não dá mais para dar seu 100 %
para Deus, abre mão do Poder para que outro o possa zelar por ela.
Nem o ato de
João Paulo II e nem o de Bento XVI são menores ou questionáveis, mas uma
atitude de serviço e de amor a sua Igreja como representante de Cristo.
Ataíde Lemos
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Porque Deus quis provar o cálice humano
Porque Deus quis provar o cálice humano
Às vezes, fazemos tantas perguntas para Deus como; porque que há tanto sofrimento no mundo? Porque Ele permite tantas coisas horríveis acontecerem, tantas mortes de inocentes, etc, etc.
Mas, eu estive refletindo um pouco sobre Deus e especialmente, a passagem de Jesus (Deus Filho) por aqui e fiquei pensando. Deus como Senhor de tudo que há, poderia nos proporcionar a salvação através de ns situações, sem que Ele passasse nenhuma espécie de humilhação. Nenhuma forma de constrangimento e podemos observar que Ele viveu toda espécie de sofrimento humano; que Ele passou por toda as formas de preconceito em sua vinda. Embora, anunciou a Boa Nova sua presença provocou muitas formas de violências e exclusões.
1) Deus escolheu vir ao mundo por meio de uma jovenzinha, que era noiva, cujo sua vinda já causou certo constrangimento para José. Deus, não poderia ter vindo após o casamento de Maria e José? Não; Ele preferiu vir desta forma, ou seja, ele já surgiu quebrando tabus e preconceitos que devem ser refletidos por cada um de nós.
2) Jesus nasceu numa manjedoura, longe da cidade, onde foi aquecido por animais e teve como os primeiros acolhedores os pastores. Deus, não poderia ter nascido no melhor hotel ou pousada de Belém? Ou mesmo em Nazaré que era uma cidade bem maior? Enfim, Ele preferiu nascer na extrema pobreza. Outro fato ainda em seu nascimento é já a atitude de exclusão e como é o coração do homem. José ao chegar em Belém, não encontrou nenhum lugar para se acolhido, ou seja, aqueles moradores, donos de hospedaria não se importou acolhendo aquela mulher grávida preste a dar a luz. Portanto, o nascimento de Jesus, mais uma vez reflete o que muitos vivem, a exclusão, Deus quis passar por esta triste realidade e não precisava.
3) O nascimento de Jesus já produz uma grande violência, Herodes manda matar todas as crianças até 2 anos, porque acreditava que assim, também Jesus seria morto. Portanto, logo no inicio da vinda do salvador do mundo ocorre a primeira tentativa de mata-lo, no entanto, este atentado, leva dezenas de mortes de inocentes. Deus, não precisaria que isto ocorresse e poderia ter evitado, no entanto, Ele permite, para trazer até nós o conhecimento de como o homem é mal e como ele precisa desta luz que é Jesus.
4) Jesus foi rejeitado pelos seus. Em sua cidade Nazaré, Jesus foi rejeitado pelo seu povo inclusive, lá também ocorreu uma tentativa de mata-lo. Mais uma vez, observa que Jesus sofre o preconceito por seus conterrâneos em não conseguirem ver nele o messias e terem um coração de pedra. Enfim, Deus, através deste acontecimento, passa a mesma realidade, pois, tantos não são aceitos em suas cidades. Quantas e quantas pessoas que conseguem se destacar em tantos outros lugares e isto acaba gerando a indiferença, a inveja, o ciúme entre tantos na sua cidade natal com insinuações como: quem é aquele para fazer tais coisas? Eu o conheço e sei de suas fraquezas, de seus podres, etc. Enfim, porque Deus quis passar por tudo isto?
Enfim, há inúmeros situações que vemos nos evangelhos que ficamos perguntando porque Deus, quis viver tal situação? Acredito que uma dela muito marcante foi à morte de Jesus. Deus jamais precisaria morrer numa cruz, na pessoa de Jesus ou permitir que a sua Mãe sofresse tão intensa dor que é a de perder um filho tragicamente, de forma tão violenta e humilhante. Mas porque Deus permitiu? É porque Deus, quis provar toda espécie de dor que sofre o homem, para assim, resgata-lo e santificar o sofrimento. Isto é, ao viver a exclusão, ao passar por toda espécie de preconceito, toda a dor humana, inclusive a dor da perda de um filho, de um ente Deus vem nos fortalecer diante estes mesmo tipos de dores e como diz a Palavra: “o servo não é maior que seu Senhor”. Também serve para nós que estejamos passando por algum tipo de provação, sofrimento, olharmos para Jesus, para Deus e nos fortalecemos. Nele encontramos força e a esperança para sobrevier às tribulações. Jesus veio ser a luz do mundo e a luz existe para dissipar as trevas. A luz existe para clarear o caminho. A luz existe para apontar a direção.
Ataíde Lemos
Escritor e Poeta
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A ressurreição de Lázaro
A
ressurreição de Lázaro
Muitas passagens evangélicas narram fenômenos feitos
pela intervenção de Jesus, tais como a multiplicação dos pães, curas por
imposição de suas mãos, curas através de palavras de ordem proferidas por ele.
Cura a distancia como, por exemplo, a do servo do centurião romano, a
transformação da água em vinho e vários outros milagres. É importante ressaltar
que todos estes fenômenos (milagres), ocorreram diante de pessoas e não apenas
entre seus discípulos. Ainda também é preciso dizer que a fama de Jesus correu
por toda a região, não tanto pelos seus ensinamentos, mas sim, pelos milagres
feitos por ele e levava muitos o seguirem, inclusive, a procura de alguma cura
física.
Pois bem, um dos milagres impressionante foi
devolver novamente a vida a Lázaro.
Este milagre, ocorreu sobre diversas circunstâncias especificas, diante vários
olhares. Ocorreu após Lázaro já estar enterrado alguns dias. Enfim, foi um
milagre indiscutivelmente realizado por alguém que somente poderia ter o poder
sobre a vida e a morte. Um milagre feito por Deus. Pelo, que parece até hoje
não conseguiu ser contestado por nenhum cientista a não veracidade deste
milagre, até porque, no mundo existem inúmeros advogados do diabo que buscam de
qualquer forma e custo, negar a divindade de Jesus e a existência de Deus.
Este milagre é envolvido de muitas reflexões que são
desde a humanidade de Jesus e a sua divindade. Humanidade; quando o texto diz
que Jesus chora ao saber que Lázaro morreu, ou seja, compadecer, chorar é
expressar um sentimento humano. Jesus sentiu tanto a perda de seu amigo como
sentiu a dor de suas irmãs. Portanto, esta atitude de Jesus, vem demonstrar a
nós que Deus, não se torna insensível a nossa dor, as nossas perdas. Ele também
sente e como Jesus, Ele nos consola e conforta. Divindade; ao realizar a
ressurreição de Lázaro, Jesus revela quem ele é; o Filho do Homem (Deus Filho),
pois somente Deus tem o poder de restituir a vida novamente. Enfim, na
ressurreição de Lázaro, Jesus mostra a nós que realmente, tudo que ele fala se
realiza porque Ele está no Pai e o Pai nele.
Em determinado momento no evangelho, Jesus diz:: “Eu já
disse, mas vocês não crêem. As obras que eu realizo em nome de meu Pai falam
por mim, João 10;25.” Ou seja, todos estes milagres feitos a luz do dia
e diante milhares de olhares testificam suas palavras e é isto que alimenta e
nos dá esperança, tornando-nos seus seguidores. Portanto, fé e a confiança nos
momentos de tribulação, das podas sem explicação elas devem ser refletidas a
partir de todos estes fatos históricos e dos fenômenos realizados por Jesus.
São estes feitos por ele que nos fortalece e nos dá a certeza de acreditar
naquilo que não se vê vivendo hoje esta
realidade futura.
Ataíde Lemos
Escritor
& Poeta
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
O que perdemos em acreditar em Deus!
O que
perdemos em acreditar em Deus!
Às vezes, ouço certas coisas que fico refletindo e
acabo escrevendo sobre o assunto. Algo que me chamou atenção foi o comentário
de uma pessoa em relação a duvida da vida eterna. O questionamento foi: “será
que há vida eterna mesmo!” Não foi nem uma pergunta, mas sim, uma exclamação
soando confirmação.
Pois bem, sou
uma pessoa muito fraca na fé. Há momentos que também acabo fazendo este
questionamento, mas, logo volto atrás e me fortaleço, procurando não permitir
que a duvida, que a dor, que o sofrimento faça de uma pergunta, uma exclamação
e dela uma afirmação de pensamento que certamente, me levará no mínimo ao
ceticismo e no máximo, tornar-me um ateu.
Por outro
lado, fico analisando nos evangelhos a palavra de Jesus, pois, embora, todos os
autores sagrados são importantíssimos, nos evangelhos são narradas palavras de
Jesus e os autores destes livros conviveram com Jesus, como por exemplo,
Mateus, João e é em João que narra explicitamente a divindade de Jesus, ou
seja, em João, podemos ver através dos textos onde Jesus se declara Deus de
maneira explicita.
Portanto, nos
evangelhos está clara a palavra de Jesus tanto quanto a vida eterna e qual o significado da fé. Ou seja, a fé é provada na dor e não na alegria. A fé
vem de Deus e não simplesmente da nossa vontade. Não há como constatar a fé em
mim quando está tudo bem na minha vida, mas sim, quando tudo concorre contra a
mim. Evidentemente, como pessoas fracas e humanas, sentiremos nossa fé abalada
na dor, mas isto, jamais tirará a esperança em Deus, a ponto de desacreditarmos na sua existência Agora, caso isto ocorra, infelizmente, é porque de fato minha crença era
apenas de preceitos.
Mas, também
gostaria de refletir: qual a diferença após nossa morte em acreditar na vida
eterna ou não?
A fé em Deus e
na vida eterna é para ser vivida aqui e não após a morte. Acreditar em Deus é
para que através desta crença possamos ser pessoas melhores, ser pessoas mais
felizes. Para que através desta crença possamos superar os sofrimentos
acreditando que Deus está conosco em todos os momentos até naqueles que
sentimos a ausência Dele. Enfim, nossa fé em Deus está relacionada a nossa vida
aqui.
Certa vez, um
intelectual disse que a religião é o ópio da humanidade, ou seja, é a droga do
homem. Porque as pessoas se drogam? Na esperança de serem felizes, de
realizarem seus sonhos. Drogam-se na busca de se encontrarem. Certamente, esta
droga, propriamente colocada, leva o homem a morte, ao sofrimento profundo, a
destruição da vida. no entanto, mesmo que a crença em Deus fosse uma droga,
esta droga leva o homem a ser melhor; leva o homem a superar suas dores; leva
no homem a ter esperança. Portanto, se as pessoas não tivessem uma crença, uma
fé, o que seria da humanidade? Se mesmo com esta fé no transcendental, na vida
eterna, ainda assistimos o que assistimos em termos de desumanidade e falta de
amor! Como seria o emocional do homem se ele não tivesse uma crença, se não
houvesse a espiritualidade transcendental?
Em suma, não
devemos possuir uma fé morta ou uma fé vivida na esperança da vida eterna, mas
sim, uma fé vivida aqui, acreditando e confiando em Deus, em qualquer situação.
O dia que formos embora deste mundo a Deus pertence e, ainda que tudo que
acreditamos não houver, for uma grande ilusão não estaremos vivos para dizer que perdemos tempo em acreditar
em Deus, porém teremos passado pela vida dando o melhor de nós, superando as nossas dores, ou seja, teremos vivido uma vida bem vivida em todos os sentidos.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Deus e o sofrimento humano
Deus
e o sofrimento humano
Às vezes, nos
perguntamos: porque as pessoas sofrem tanto, ou melhor, porque este Deus que
acreditamos nos amar profundamente, permite tanto sofrimento no mundo? Esta
resposta não vem pela razão, pelo contrario, se quisermos responder pela razão
corremos o risco de perder a fé.
Deus
é amor, e como tal, jamais compraz com o sofrimento, com a dor, pois, a dor em
nós também dói Nele. O nosso sofrimento atinge Deus. Foi por amor que Ele
enviou filho amado para nos resgatar. Foi por amor, que ele também sentiu esta
mesma dor que nós sentimos. A dor da rejeição, a dor da indiferença; a dor do
abandono; a dor da violência; a dor do egoísmo; da ganância; enfim, uma das
maiores dores que é a da perda de um filho. Portanto, qualquer tipo de
sofrimento o próprio Deus sentiu, sem mudar uma virgula do seu projeto de amor.
Mas,
voltando ao sofrimento humano; porque Deus se nos ama Ele permite? É porque
Deus deu ao homem a liberdade e a liberdade nos provoca dor. O homem precisa
aprender a ser irmão, precisa crescer no amor. O homem precisa redimir de seus
erros e infelizmente, muitas vezes, ele só consegue ser melhor se na vida ele
recebe as podas que vem por meio do sofrimento, por meio da dor. Para toda ação
há uma reação e muitas vezes, esta reação vem por meio do sofrimento, não
precisaria ser assim.
Deus
tem o exato conhecimento da natureza humana, Ele sabe perfeitamente, quem somos
o que queremos e até onde podemos ir dentro de nossa maldade. No entanto, Ele
jamais desiste de nós, mesmo permitindo que paguemos pelo preço de nossos
erros. Mesmo que precisamos ser podados.
Todo
o sofrimento é responsabilidade de nossa ação, seja individual ou seja
coletiva. Se os homens vivessem o amor, não haveria sofrimento na terra e caso houvesse, teríamos uma outra concepção
do sofrimento caso vivêssemos o amor entre nós.
Enfim,
ainda que podemos achar que a permissão de Deus para o sofrimento é algo
inexplicável e pode nos apresentar um Deus sem piedade, isto não é verdadeiro,
pois nele, (sofrimento) Deus nos permite refletir nossa vida e sermos melhores. É preciso dizer que; eu ser melhor não basta, mas sim, também contribuir para que o outro seja
melhor. É preciso que vençamos nosso egoísmo e saímos de nós para o outro.
Toda
minha inércia, todo meu comodismo, toda minha alienação gera sofrimento para o
outro em todos os sentidos. Da mesma maneira toda minha irresponsabilidade
diante a minha volta tem como consequencia o sofrimento que me atingirá direta
ou indiretamente.
Portanto,
da mesma maneira que Deus, permitiu a morte de seu filho, e morte de cruz, não
atendendo o pedido de Jesus no horto das oliveiras, assim Ele permite passarmos
pelo sofrimento, pois ele (sofrimento) tem um propósito que é maior que a dor.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
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